sexta-feira, 14 de maio de 2010

Giro d'Italia - 6ª etapa - Fidenza > Marina di Carrara (172 km)


Matthew Lloyd, australiano da Omega Pharma - Lotto foi o vencedor da 6ª etapa do Giro 2010, ele saiu numa fuga logo no km 45 da prova, junto com o suíço Rubens Bertogliatti, que seguiu junto com Lloyd até 10 km da chegada. A dupla chegou a abrir até 6 minutos para o pelotão principal em certas horas. Lloyd atacou justamente na última das 3 metas de montanha do dia para obter a vitória, ele também venceu essa montanha, assim como as outras duas para assumir a camisa verde de melhor escalador. Foi a segunda vez nesse Giro que uma fuga se sobressai.

Classificação da etapa
1º Matthew Lloyd (AUS/Omega Pharma - Lotto) 4h 24' 40"
2º Rubens Bertogliatti (SUI/Androni Giocattolli) + 1' 06"
3º Danilo Hondo (ITA/Lampre) + 1' 15"
4º Manuel Belletti (ITA/Colnago) + 1' 15"
5º Fillippo Pozzatto (ITA/Katusha) + 1' 15"
6º William Bonnet (FRA/BBOX Boyugyes Telecom) + 1' 15"

A classificação geral não sofreu alterações significativas, e Vincenzo Nibali manteve a posse da camisa rosa, ele foi o 35º na etapa, chegando no pelotão principal à 1' 15" do vencedor. Murilo Fischer, representante brasileiro no Giro chegou em 132º à 11' 30" de Matthew Lloyd, Fischer está tendo o trabalho de gregariar Tyler Farrar, sprinter da equipe, e sobrou nas subidas mais fortes do dia, provavelmente para ajudá-lo. O brasileiro está em 157º na geral com 24' 48" de retardo para Nibali.

Classificação geral - Camisa Rosa
1º Vincenzo Nibali (ITA/Liquigas) 18h 55' 38"
2º Ivan Basso (ITA/Liquigas) + 13"
3º Valerio Agnoli (ITA/Liquigas) + 20"
4º Alexandre Vinokourov (CAZ/Astana) + 33"
5º Vladimir Karpets (RUS/Katusha) + 39"

16º Cadel Evans (AUS/BMC) + 1' 59"
20º Carlos Sastre (ESP/Cervelo) + 2' 13"
23º Stefano Garzelli (ITA/Acqua & Sapone) + 2' 49"
26º Damiano Cunego (ITA/Lampre) + 3' 45"
31º Bradley Wiggins (GBR/Sky) + 4' 36"

- Classificação por pontos: Tyler Farrar (EUA/Garmin) chegou em 3º na meta volante do dia, e tomou a posse da camisa vermelha com 43 Pts.
- Melhor escalador: Matthew Lloyd como dito anteriormente ganhou as três montanhas do dia e tomou a camisa verde, marcando 13 Pts.
- Melhor jovem: Valerio Agnoli (ITA/Liquigas) continua com a camisa branca com o tempo de 18h 55' 58", 25" à frente de richie Porte (AUS/Saxo Bank)

Neste sábado, o Giro tem sua 7ª etapa entre Carrara e Montalcino, serão 222 km, com três metas de montanha, incluindo uma de II Categoria, que termina à 4,5 km da chegada. Nessa etapa os ciclistas em vários momentos deixaram o asfalto e passarão pelas Strade Bianche, que são feitas de terra branca, e são comuns na Toscana. É outro dia onde fugas tem boas chances de se dar bem e onde só os sprinters mais resistentes podem ter chance de vitória. Outro tipo de corredor que podem ganhar a prova são aqueles que vão bem nas clássicas. Essa região também foi onde Gino Barzali, grande ciclista italiano da década de 40 treinava.





quinta-feira, 13 de maio de 2010

Giro d'Italia - 5ª etapa - Novara > Novi Ligure (162 km)


Pela primeira vez nesse Giro d'Italia, uma fuga se tornou bem sucedida, mas foi por pouco, os escapados chegaram apenas 4" à frente do pelotão. Quem se deu bem foi o francês Jerome Pineau (da Quick Step) que venceu o sprint final com o compatriota Juilen Fouchard e o japonês Yukiya Arashiro, os dois ciclistas que também estavam entre os escapados (foto). A fuga começou com Arashiro no km 18 da prova, os três, mais o alemão Paul Voss chegaram a abrir 5 minutos para o pelotão, que por vários momentos na prova parecia que ia neutralizar a fuga, mas acabou não tendo um ritmo bom em algumas partes do trajeto, o que, além do esforço sobrenatural do japonês nos últimos 2 km da etapa, fez a fuga sobreviver e ganhar a etapa. Foi a primeira vez desde 2006, que um francês leva uma etapa do Giro, o último tinha sido Christophe Le Mevel.

Classificação da etapa
1º Jerome Pineau (FRA/Quick Step) 3h 45' 59"
2º Julien Fouchard (FRA/Cofidis) + 0"
3º Yukiya Arashiro (JAP/BBOX Boyugyes Telecom) + 0"
4º Tyler Farrar (EUA/Garmin) + 4"
5º Gregory Henderson (NZL/Sky) + 4"
6º Alessandro Petacchi (ITA/Lampre) + 4"

Como nenhum dos três escapados conseguiu vantagem suficiente para roubar a liderança no fim da etapa, não houveram mudanças significativas na classificação geral, com Vincenzo Nibali (28º na etapa) mantendo a camisa rosa. Murilo Fischer, único brasileiro no Giro, chegou no pelotão principal depois dos escapados, na 135ª posição, ele agora é o 158º na geral (14' 33" atrás de Nibali)

Classificação geral - Camisa rosa
1º Vincenzo Nibali (ITA/Liquigas) 14h 30' 03"
2º Ivan Basso (ITA/Liquigas) + 13"
3º Valerio Agnoli (ITA/Liquigas) + 20"
4º Matthew Goss (AUS/Columbia) + 26"
5º André Greipel (ALE/Columbia) + 26"
6º Alexandre Vinokourov (CAZ/Astana) + 33"

25º Cadel Evans (AUS/BMC) + 1' 59"
29º Carlos Sastre (ESP/Cervelo) + 2' 13"
37º Stefano Garzelli (ITA/Acqua & Sapone) + 2' 49"
41º Damiano Cunego (ITA/Lampre) + 3' 45"

- Classificação por pontos: Com a vitória de hoje, Jerome Pineau (FRA/Quick Step) assumiu a camisa vermelha de líder por pontos com 39.
- Melhor montanhista: Paul Voss (ALE/Milram), venceu as duas montanhas do dia, e manteve a camisa verde por mais um dia, ele tem 10 pontos verdes até agora.
- Melhor jovem: Valerio Agnoli (ITA/Liquigas) é o líder entre os ciclistas até 24 anos, com 14h 30' 23", 6" a frente de Matthew Goss (AUS/Columbia)

Amanhã, o Giro d'Italia entra na região da Toscana, numa etapa entre Fidenza e Carrara, será a primeira prova com montanhas de II Categoria (serão duas delas) além de uma de III Categoria à 10 km da chegada, o que dificultar a vida da maioria, senão de todos sprinters, aquele que quiser levar a etapa, terá que resistir as subidas e manter sua equipe à frente do pelotão. Não deve ser um dia onde os grandes montanhistas devem aparecer, mas será um excelente trajeto para outra fuga com coadjuvantes resistentes se sobressair.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Giro d'Itália - 4ª etapa - Savigliano > Cuneo (33 km - Contra-relógio por equipes)


Quarta etapa do Giro, e quarto líder diferente na classificação geral. Desta vez, Vincenzo Nibali foi quem assumiu a camisa rosa, beneficiado pela vitória surpreendente da sua equipe Liquigas na cronoesquadra desta quarta, com o tempo de 36' 37", 13 segundos a frente da britânica Sky. A vitória foi surpreendente porque a Liquigas não era a favorita, e sim a a Sky, e também pelo fato da Liquigas ter passado na cronometragem parcial (à 15km da chegada), mais de 40" atrás da equipe britânica. Ivan Basso, também membro da Liquigas, subiu para segundo na geral, 13 segundos atrás de (seu teórico gregário) Nibali.

Alexandre Vinokourov, líder até essa etapa, sofreu um pouco com sua Astana, que chegou em 5º lugar, 38 segundo atrás da Liquigas, com isso o cazaque caiu para o sexto posto na geral. Para piorar, Vino perdeu alguns segundos (que podem ser preciosos), quando perto da chegada, o trem da equipe, que nessa altura tinha cinco membros, começou a se separar, e Vinokourov teve de diminuir o ritmo, pois só quando o 5º ciclista cruza a linha de chegada é que o tempo para de vez. Carlos Sastre até teve sorte de ter conseguido um 6º lugar, no mesmo tempo da Astana, com sua Cervelo, pois o time não era lá bem cotado, porém como Sastre já tinha perdido tempo nas etapas de antes, o prejuízo só fez aumentar. A decepção mesmo, ficou por conta da BMC, que teve 1' 43" de retardo para a Liquigás, fazendo com o prejuízo de Cadel Evans ficasse ainda maior do que era após a etapa da última segunda. Stefano Garzelli também sofreu com o desempenho de sua equipe, que ficou na penúltima posição na etapa, fato que pode ter custado o sonho do segundo Giro para o italiano.

A Sky, favorita de etapa chegou em segundo com 36' 50", fato que não ajudou muito o capitão Bradley Wiggins a se recuperar do tempo perdido nas quedas das etapas 2 e 3. A Columbia ficou em 3º à 21" da Liquigás, e a Katusha foi a quarta, com 27" de retardo para o time italiano.

Classificação Geral - Camisa Rosa

1º Vincenzo Nibali (ITA/Liquigas) 10h 44' 00"
2º Ivan Basso (ITA/Liquigas) + 13"
3º Valerio Pinotti (ITA/Liquigas) + 20"
4º Matthew Goss (AUS/Columbia) + 26"
5º André Greipel (ALE/Columbia) + 26"
6º Alexandre Vinokourov (CAZ/Astana) + 33"
7º Vladimir Karpets (RUS/Katusha) + 39"
8º Richie Porte (AUS/Saxo Bank) + 45"
9º David Millar (GBR/Garmin) + 45"
10º Paolo Tiralongo (ITA/Astana) + 59"

27º Cadel Evans (AUS/BMC) + 1' 59"
32º Carlos Sastre (ESP/Cervelo) + 2' 13"
41º Stefano Garzelli (ITA/Acqua & Sapone) + 2' 49"
50º Bradley Wiggins (GBR/ Sky) + 4' 36"
167º Murilo Fischer (BRA/Garmin) + 14' 33"

Nessa quinta, o Giro segue pelas estradas do Piemonte, numa etapa plana entre Novara e Novi Ligure, com 162km de distância. A etapa tem duas metas de montanha de III Categoria, que não devem trazer problemas e mudar o script da etapa, que aponta para uma chegada maciça com os sprinters brigando pela vitória.

- Como não houve pontos das camisas vermelha e verde nessa etapa, Graeme Brown (AUS/Rabobank) e Paul Voss (ALE/Milram), respecitvamente mantiveram a suas camisas de melhor sprinter e montanhista. Richie Porte (AUS/Saxo Bank) também manteve sua camisa branca de melhor jovem do Giro.
- Já começa a haver um burburinho na imprensa em torno da capitania da Liquigas, depois de Vincenzo Nibali ter assumido a posse da rosa, a frente do capitão Ivan Basso. É bom Basso se mexer antes que o movimento em torno do posto comece a aumentar. Apesar de hoje, Nibali ter dito que Basso é seu capitão, vamos ver o que os resultados mostrarão.


segunda-feira, 10 de maio de 2010

Giro d'Italia - 3ª etapa - Amsterdã > Middelburg (224 km)


Nesta segunda ocorreu a terceira etapa do Giro d'Italia - primeira das três grandes voltas do calendário do ciclismo de estrada - entre Amsterdã e Middelburg, num trajeto completamente plano de 224 km sem nenhuma meta de montanha pelo caminho. Porém, se pela altimetria a etapa parecia que seria daquelas tranquilas sem muita movimentação importante na classificação, o vento, fator constante no litoral holandês fez com que a etapa ficasse interessante, provocando quebras no pelotão a toda hora, além de algumas quedas, que vitimaram dentre os favoritos: Marzio Bruzeghin, Bradley Wiggins (que vestiu a camisa rosa no sábado) e Christian Vandevelde, que fraturou a clavícula e teve de abandonar o Giro.

Com isso, apenas um grupo de 25 ciclistas pode brigar pela vitória na etapa, ao contrário de uma chegada maciça que se espera nesse tipo de etapa, dentre eles estava Wouter Weylandt, belga da equipe Quick Step, que aproveitou a ausência de vários dos grandes sprinters, para vencer a etapa.

Entretanto, o grande personagem do dia é o cazaque Alexandre Vinokourov (Astana), que se manteve todo tempo a frente do pelotão e escapou das quedas e quebras, com isso assumindo a camisa rosa. Com a mesma decisão de se manter sempre na cabeça da prova, a Liquigas conseguiu que seus líderes, Ivan Basso e Vincenzo Nibali, também se salvassem e não perdessem tempo, outros favoritos que fizeram o mesmo foram os italianos Stefano Garzelli e Michele Scarponi.

Do outro lado da moeda, Cadel Evans que era o líder do Giro, chegou 46" atrás do vencedor e caiu lá pra trás na geral, Carlos Sastre e Damiano Cunego perderam o mesmo tempo. Gilberto Simoni, Bradley Wiggins e Domenico Pozzovivo também foram favoritos que perderam tempo nessa segunda.

Nessa terça, o Giro tem sua primeira parada, pelo fato da caravana se transferir para a Itália, onde na quarta haverá um contra-relógio por equipes de 33km entre Savigliano e Cuneo, onde as equipes Sky (de Wiggins) e BMC (de Evans) são as favoritas, junto com a Garmin, que mesmo não contando mais com Christian Vandevelde, pode se dar bem e levar David Millar (3º na geral) a vestir a rosa depois dessa etapa. Alexandre Vinokourov terá de se esforçar para puxar seus companheiros e manter a rosa.

Classificação geral - Camisa rosa

1º Alexandre Vinokourov (CAZ/Astana) 10h 07' 18"
2º Riche Porte (AUS/ Saxo Bank) + 0"
3º David Millar (GBR/ Garmin) + 1"
4º Vincenzo Nibali (ITA/ Liquigas) + 5"
5º Marcel Sieberg (ALE/Columbia) + 7"

9º Stefano Garzelli (ITA/Acqua & Sapone) + 15"
11º Michele Scarponi (ITA/ Androni Giocatolli) + 16"
14º Ivan Basso (ITA/Liquigas) + 18"
24º Cadel Evans (AUS/ BMC) + 43"
43º Carlos Sastre (ESP/ Cervelo) + 1' 40"
50º Damiano Cunego (ITA/ Lampre) + 2' 07"
55º Bradley Wiggins (GBR/ Sky) + 4' 28"
90º Murilo Fischer (BRA/ Garmin) + 8' 51"
135º Gilberto Simoni (ITA/ Lampre) + 9' 24"
145º Domenico Pozzovivo (ITA/ Colnago) + 9' 30"

- Graeme Brown, australiano da Rabobank, veste a camisa vermelha de líder na classificação por pontos.
- Paul Voss, alemão da Milram, é o dono da camisa verde de melhor escalador, e continuará com ela até no minimo quinta, já que amanhã é dia de descanso e quarta não há metas de montanha.
- Richie Porte, australiano da Saxo Bank, lidera entre os jovens e veste a camisa branca.

sábado, 27 de março de 2010

MLB - Prévia 2010 - AL East


Em 1 semana começa a nova temporada do beisebol, então vamos dar uma passada em cada time de cada divisão, para ver o que esperar desse novo ano do esporte que é "o passatempo da América", começando pela divisão leste da Liga Americana:


NEW YORK YANKEES

O campeão da última temporada, mais uma vez aparece como favorito ao título, com um excelente lineup, assim como o do ano passado, fazendo com que os pitchers rivais tenham muita dor-de-cabeça quando tiverem que jogar com os "Bombardeiros do Bronx", que esse ano contarão com Curtis Granderson que veio dos Tigers no Center Field, lugar esse que era ocupado por Melky Cabrera até ano passado, antes dele ir para os Braves, outra peça importante que foi embora foi Johnny Damon, bom homem de lead-off, mas que não tem muita consistência na defesa. Talvez a grande dúvida em Nova York, seja a posição final da rotação titular, onde os Yankees já tiveram certos problemas ano passado, a ponto de o manager Joe Girardi ter usado só 3 arremessadores na rotação dos playoffs. Na 4ª posição arremessará Javier Vasquez, vindo dos Braves que foi 4ª na votação do Cy Young ano passado na NL, na 5ª posição Phil Hughes será o pitcher, porém seus melhores desempenhos aconteceram até hoje no bullpen e não na titularidade, mas certamente foi uma decisão melhor do que colocar Joba Chamberlain ali, um excelente homem de bullpen, mas não para começar jogos. Nas primeiras posições jogarão nessa ordem: CC Sabathia, AJ Burnett e Andy Pettitte. Outros destaques, obviamente são Derek Jeter, Alex Rodriguez e Mark Teixeira, ingredientes que fazem o ataque de NY ser tão temido como é. Uma perda interessante foi a de Hideki Matsui, MVP da Série Mundial de 2009, que foi parar nos Angels, deixando um branco na posição de rebatedor designado.
Palpite: devem vencer a divisão e são sérios candidatos a (mais uma) World Series.

BOSTON RED SOX

Vai ser uma temporada em que Boston terá que ir longe na temporada, após uma eliminação até humilhante para os Angels, nas últimas ALDS por 3-0, e um título do maior rival, os Yankees. Nessa temporada, os meias vermelhas não contarão com Jason Bay, maior batedor de home runs do time em 2009, Takashi Saito, bom homem de bullpen e Billy Wagner, que jogou bem como homem de set up no fim do ano. A rotação titular é excelente com Jon Lester, Josh Beckett e Daisuke Matsuzaka, e terá o reforço do veterano e consistente John Lackey, vindo dos Angels, após gloriosa passagem por lá, porém a saúde dos jogadores vai ser essencial para evitar problemas como do ano passado, onde Boston teve de usar pitchers nem tão confiáveis na 2ª metade da temporada. Outra grande questão é como o veterano Tim Wakefield jogará, ano passado foi excelente, ganhando vaga como titular no All-Star Game, mas as lesões o atrapalharam após o jogo das estrelas, além disso vamos ver se sua famosa Knuckle ball, fará todo o estrago de toda a primeira metade de 2009. No bullpen, Jonathan Papelbon, mostrou não ser tão confiável como se sabia, no ano passado inclusive, cedeu a vitória no jogo 3 da ALDS de 2009, com três corridas cedidas no 9º inning. Assim, como Nova York, o ataque é de muita qualidade, contando com Jacoby Ellsbury, Mike Lowell, Kevin Youkilis, Dustin Pedroia e David Ortiz, que pode não ser o mesmo de 2004-07, mas ainda consegue seus HRs.
Palpite: deve ser o maior rival de NY pelo título da AL East, mas acho que deva ficar com o Wild Card, sobre playoffs, só lá por perto de outubro poderemos palpitar.

TAMPA BAY RAYS

Olho em Tampa Bay esse ano, eles já foram a World Series em 2008, e tem qualidade para estar lá de volta, contando com Evan Longoria, BJ Upton, Carl Crawford, Carlos Peña e Dioner Navarro, que foram ótimos rebatedores naquela pós-temporada, mas que em 2009 não foram tão eficazes, também marca presença no ataque das raias, Pat Burrell, que teve boa passagem por Philadelphia, veio a Tampa ano passado e não rendeu, mas tem qualidade para fazê-lo. Tudo isso faz esse lineup ser respeitado, talvez não tanto quanto os de NY e Boston, mas se em 2008, com quase as mesmas peças de hoje, os Rays ganharam a divisão, não seria surpreendente se o fizerem de volta. Na rotação, o time perdeu Scott Kazmir, que apesar de ser um pouco inconsistente era peça fundamental na equipe, contudo, James Shields, Matt Garza e Andy Sonnanstine, que jogaram no vice de 2008 continuam em Tampa e podem levar a equipe a várias vitórias nesse ano.
Palpite: Tem qualidades para bater NY e Boston, mas terá que jogar num nível parecido ou melhor do que 2008, o que deve ocorrer é uma briga pelo Wild Card.

TORONTO BLUE JAYS

Todos os fatores indicam uma temporada negra para o time canadense esse ano, a equipe que já perdeu o pitcher AJ Burnett para os Yankees na offseason passada, agora perdeu seu principal diamante, Roy Halladay, considerado por muitos o melhor pitcher do beisebol, nesse último inverno Halladay foi parar em Philadelphia, deixando a equipe que com os dois já citados já não era lá grande coisa, pior ainda, fazendo com que só um milagre bote os Jays na briga por algo em 2010.
Palpite: Será algo maluco se Toronto brigar por algo esse ano, já será honroso se conseguirem uma campanha de 50%.

BALTIMORE ORIOLES

Faz tempo que Baltimore não chega aos 50% de vitórias, e muito mais tempo que não chega aos playoffs da liga, e ao que tudo indica não será 2010 o ano da redenção, a equipe não tem dinheiro para investir como ocorre com seus rivais Boston e NY e nem um plantel bem montado com pouca grana, como acontece em Tampa Bay, por isso as previsões são de mais um ano para cumprimento de tabela e figuração como mero coadjuvante na MLB para o time da Camden Yards.
Palpite: Um ano de muito mais derrotas do que vitórias, ainda mais jogando numa divisão tão forte como a AL East, já será bom se o time não chegar à 100 derrotas.

Palpite da classificação final - AL East
1-New York Yankees
2-Boston Red Sox
3-Tampa Bay Rays
4-Toronto Blue Jays
5-Baltimore Orioles

No próximo post, teremos uma análise da divisão Leste da liga Nacional.

sábado, 16 de janeiro de 2010

NFL Playoffs - Divisional Round - Chaves para a vitória (sábado)

Hoje, dois jogos abrem a rodada divisional dos playoffs da NFL, vamos dar as chaves para a vitória dos times nos dois confrontos do dia:

NFC Divisional
#1 New Orleans Saints vs #4 Arizona Cardinals
Sábado - 16/1 - 19:30 - Bandsports
Louisiana Superdome - Nova Orleans, Louisiana

NEW ORLEANS SAINTS

Confiança -
O time dos Saints começou a temporada com 13-0, mas terminou a temporada com três derrotas seguidas, tudo bem que o time já jogou classificado, mas não sabemos se isso vai afetar o time, e confiança é essencial para um time que não tem boa fama nos playoffs e enfrenta uma equipe que vem cheia de confiança após uma vitória épica contra Green Bay.

Secundária - O bom funcionamento da secundária dos Saints é essencial para para a principal arma do ataque vermelho, o jogo aéreo com Kurt Warner, mandando passes para Larry Fitzgerald, Anquan Boldin(se jogar), Steve Breaston e cia. Esse ataque se mostrou mais uma vez semana passada ser perigosíssimo nos playoffs. Porém, a secundária que conta com excelente Darren Sharper já se mostrou capaz de cumprir essa meta.

Pressionar Kurt Warner - Pressionar um QB é uma chave importante para vencer um jogo contra qualquer time no futebol americano, porém aqui, deixar Kurt Warner tranquilo no pocket, é certeza de morte. Como aconteceu semana passada onde a boa linha defensiva do Packers quase não conseguiu pressionar Warner, e o veterano conseguiu 379 jardas e 5 TD. Como na 2ª chave, o Saints tem capacidade de fazer isso, contando com o bom Will Smith na linha, e de vez em quando o sensacional LB Jonathan Vilma nas jogadas de Blitz.

ARIZONA CARDINALS

Defesa -
O jogo passado contra Green Bay, mostrou novamente o quanto a ataque de Arizona pode ser explosivo nessa hora de playoffs, porém a defesa mostrou problemas que não aconteceram na temporada passada, quando essa equipe chegou ao Super Bowl. Contra o ataque do Saints, comandado pelo fantástico QB Drew Brees, uma atuação como a da rodada de Wild Card pode ser mortal. E é bom lembrar que o Saints, tem tanto um jogo aéreo ótimo, quanto um jogo corrido, ou seja, a defesa vai ter que ser ótima em todos os sentidos.

Jogo Corrido - Utilizar Beanie Wells e Tim Hightower vai ser bem interessante, se Arizona tiver problemas no passe (o que é bem improvável), e ajuda a balancear o jogo ofensivo. O Cardinals vem muito nesse quesito nesse ano conseguindo por diversas vezes chegar às 100 jardas terrestres, enquanto ano passado eram raras as vezes em que a equipe atingia 50 jardas pelo chão. Porém, isso foi corrigido nos playoffs, o que ajudou muito a equipe no caminho ao Super Bowl. Na semana passada a performance foi ótima, 166 jardas, porém ofuscada pelo desempenho brilhante de Kurt Warner.

Pressionar Drew Brees - Assim como os Saints, pressionar o QB adversário é vital para as chances de New Orleans, porque deixar Brees seguro no pocket, é tão mortal quanto deixar Warner nessa situação. Por exemplo o Patriots não conseguiu pressionar Brees na semana 13, e tomou 378 jardas e 5 TD do QB dos Saints. Com isso deixar Drew Brees desconfortável, e forçá-lo a sair do pocket é importantíssimo se Arizona não quiser tomar um caminhão de pontos.

AFC Divisional
#1 Indianaplois Colts vs #6 Baltimore Ravens
Sábado - 16/1 - 23:15 - ESPN
Lucas Oil Stadium - Indianapolis, Indiana

INDIANAPOLIS COLTS

Parar Ray Rice -
Evitar que Ray Rice consiga consolidar o jogo terrestre para Baltiomre é vital para a vitória dos Potros. O exemplo de semana passada quando Baltimore humilhou New England é essencial para que Indy não cometa o erro de deixar Rice à vontade, já que esse RB pode causar estragos imensos. Contudo, a defesa dos Colts já encarou bons RBs nessa temporada e se saiu relativamente bem contra eles, além de tudo a defesa de Indy está bem mais inteira do que a de New England.

Abrir uma vantagem no placar - Essa chave é bem importante para evitar uma zebra nessa noite, em Indianapolis, já que abrir uma vantagem boa no placar evita que o jogo de Ray Rice, e dos outros bons RBs de Baltimore seja acionado com frequencia, e o mais importante de tudo isso força Joe Flacco a ir para o passe, coisa que devido a falta de um estado físico decente de Flacco nesse momento pode ser mortal às pretensões dos Ravens. Semana passada Flacco deu sorte que o jogo corrido funcionou e Baltimore já saiu na frente no placar rapidamente, precisando fazer apenas 10 passes, mas a chance do inverso do que aconteceu em Foxboro, no último domingo, acontecer aqui é o que deve dar uma vitória aos Colts.

Linha Ofensiva - A linha de Indianapolis que foi maravilhosa protegendo Peyton Manning na temporada regular, não pode nem pensar em se dar ao luxo de jogar mal hoje, ainda mais se a defesa dos Ravens estiver tão inspirada como na semana passada, quando não deixou Tom Brady tranquilo no pocket quase nenhuma vez na partida. A grande vantagem é que a semana de descanso propiciou que todos os jogadores titulares da linha (não só dela, mas como do time inteiro) estivessem inteiros para essa partida, o que vai ser essencial para conter a pressão comandada por Ray Lewis e a intensidade que ele traz ao time.

BALTIMORE RAVENS


Jogo corrido e posse de bola - O bom funcionamento do jogo corrido de Ray Rice, Willis McGahee e LeRon McClain é vital para que os Ravens não precisem do braço de Joe Flacco, que como falei vem mal fisicamente nesse momento, para vencer o jogo. Outro fator que leva a essa chave é que correr bem com a bola, faz com que o tempo corra mais rápido e o domínio da posse aumente para o time, o que é essencial para deixar Peyton Manning cozinhando no banco, já que com pouco tempo o QB do Colts é extremamente eficaz, imagine com o controle da posse. Então deixar Manning no banco é crucial se Baltimore quiser vencer.


Joe Flacco - O QB dos Ravens não vai ter margem de erros nessa noite e terá que jogar bem de alguma forma se for "requisitado" para ganhar a partida. Ok, ele não vem bem fisicamente, mas terá que ser seguro mesmo se não puder lançar apenas 10 bolas, como na semana passada (onde, diga-se de passagem só conseguiu 39 jardas, nenhum TD e 1 interceptação). Se Baltimore precisar de Flacco, ele terá de ser responsável com a bola, e achar um jeito de fazer encontrar seus recievers (que também não ajudam muito), além disso ele não poderá tomar decisões preciptadas, coisa que ele já famoso por fazer quando está sob pressão.


Defesa - A defesa dos Ravens terá que aparecer como ocorreu em New England, semana passada, e como é tradição da equipe também, primeiro para pressionar Peyton Manning, e segundo para anular o bom grupo de recievers de Indianapolis. Detalhe: a secundária de Baltimore foi bem hesitante na temporada regular, e ainda por cima Ed Reed não está 100% fisicamente há algum tempo. Portanto, boas performances de Ed Reed, Ray Lewis e cia. é vital se os Ravens quiserem avançar a final da AFC.




quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Mark McGwire assume ter usado esteróides na sua carreira


Nesta terça-feira, o ex-jogador de beisebol Mark McGwire, que é o 8º maior batedor de home runs da história da Major League Baseball com 583 ao longo da carreira assuimu ter usado esteróides anabolizantes quando jogava. McGwire já foi alvejado por acusações de doping durante toda a década de 2000, logo após se retirar do beisebol, ele foi inculsive ao senado americano prestar explicações sobre escandâlos de doping e lá negou veementemente que havia usado esteroides quando jogava. McGwire também assumiu que usou essas drogas na temporada de 1998, quando ele e o dominicano Sammy Sosa travaram uma batalha pelo recorde de mais home runs batidos numa temporada (recorde que era de Roger Maris que bateu 61 em 1961).

Com esse fato de McGwire ter assumido usar anabolizantes, mais uma vez o beisebol entra nas manchetes por casos de doping, o que aconteceu várias vezes nessa década, com o escândalo do laborátorio Balco em 2001, que envolveu entre outros o atual recordista de home runs numa temporada com 70, e na história com 761, Barry Bonds. Em 2007, o senador Robert Mitchell lançou um relatório que acusava mais de 100 jogadores de uso de substâncias proibidas, entre eles Andy Pettitte e Roger Clemens, e além disso, em 2009, grandes astros do beisebol como Alex Rodriguez, Manny Ramirez e David Ortiz se viram envolvidos em escandâlos de dopagem.

Rapidinha do futebol americano:

- Pete Carroll foi nomeado técnico do Seattle Seahawks, ele era técnico da Universidade do sul da Califórnia, onde levou os Trojans à 7 títulos seguidos da conferência Pac-10, e duas aparições na final nacional, Carroll já teve passagens apagadas pela NFL na década de 90, nos Jets e Patriots. No seu lugar na USC, foi nomeado o técnico lane Kiffin, que já treinou o Oakland raiders por dois anos e estava na Universidade do Tennessee.