segunda-feira, 22 de agosto de 2011

[CLÁSSICOS] Náutico vs. Grêmio - Série B do Brasileirão 2005
















Evento: Última rodada do Quadrangular final da Série B do Campeonato Brasileiro 2005
Data: 26/11/2005
Placar: Náutico 0x1 Grêmio
Local: Estádio dos Aflitos - Recife, Pernambuco

"A Batalha dos Aflitos"

Não existe outra palavra que denomine melhor esse duelo entre Náutico e Grêmio do que memorável. Era uma partida válida pela última rodada do quadrangular final da Série B 2005 e o vencedor seria promovido à Série A. Para o timbu uma volta a elite depois de mais de 10 anos na segundona, para o tricolor gaúcho seria o fim de um martírio que havia começado um ano antes, num rebaixamento vexaminoso em 2004. Porém a partida ganhou ares nunca antes vistos no futebol ao decorrer dos 90 minutos.

No 1º tempo já ocorreria um dos momentos-chave do confronto, Bruno Carvalho do Náutico perderia um penâlti, acertando a trave e desperdiçando a chance de mudar o 0x0 que perdurou até que o intervalo fosse decretado.

Chegada a 2ª etapa e o jogo ficou definitivamente tenso, aos 10' o lateral-esquerdo gremista, Alejandro Escalona colocou a mão na bola e recebeu o segundo amarelo, sendo expulso. Essa foi a primeira expulsão gremista do jogo, primeira, porque a situação pioraria ainda mais.

O Náutico pressionava em busca do resultado que o promoveria e o Grêmio tentava segurar um empate que lhe prestava, com o medo de sofrer uma derrota desastrosa. Entretanto, aos 26' daquele 2º tempo, o arbitro Djalma Beltrame assinalou um outro penâlti pró-Náutico e, além disso, expulsou Nunes, meio-campista do tricolor. Nisso os jogadores gremistas, indignados, partiram para cima de Beltrame (foto acima), originando uma confusão que durou 20 minutos e teve a interferência da Polícia Militar, inclusive.

Durante o entrevero, mais dois jogadores do Grêmio receberam o cartão vermelho, o zagueiro Domingos e o lateral-direito Patrício. Depois dessas expulsões, o Grêmio contava com sete jogadores no campo somente, e chegou a se especular na transmissão se o time não forçaria mais uma expulsão para encerrar a partida - já que um time precisa ter 7 indíviduos em campo para um jogo ocorrer e ser completado em 90min. Contudo, não foi o que aconteceu, depois de toda a confusão o penâlti seria cobrado.

Ademar foi o atleta do Náutico escolhido para a cobrança, e que o parecia impossível aconteceu: o goleiro Galatto defendeu a cobrança com a perna, levantando a moral gremista do chão - interessante dizer que durante a confusão, alguns gremistas cavaram um buraco na marca penal, para dificultar a vida do co
brador do Náutico.

Apesar do penâlti defendido, o Grêmio teve de segurar um Náutico furioso - e com 4 jogadores a mais - por 10 minutos. Quando aos 61', isso mesmo, 61' do 2º tempo, o meia Anderson (foto abaixo), então uma promessa do time gaúcho, recebeu um passe pela lateral esquerda num contra-ataque, avançou numa defesa bagunçada, adentrou a área, driblou o goleiro e conseguiu um dos gols mais importantes da história gremista, ao fazer 1x0 e consolidar uma vitória onde 7 jogadores seguraram um time completo, que teve dois penâltis ao seu favor e tinha a vantagem de jogar em casa.
















O que se viu em Porto Alegre e também em Recife, onde alguns gremistas estiveram para o ver o jogo in loco, foi um delírio, uma comemoração exultante, um alívio de uma torcida de um dos maiores times brasileiros que via um drama acabar de um jeito épico. Quanto ao Náutico, o timbu precisou esperar mais um ano para finalmente retornar à 1ª divisão brasileira.

Abaixo, um vídeo do jogo, com a narração da Rádio Gaúcha (na voz do excepcional Pedro Ernesto Denardin)





Nota: Três membros daquele time gremista, viraram presenças na Seleção Brasileira. Anderson, o marcador do gol, joga no Manchester United e foi lembrado diversas vezes por Dunga, técnico na Copa-2010. Lucas Leiva, outra grande promessa gremista na época, hoje jogs no Liverpool e é presença frequente nas convocações de Mano Menezes, técnico do Grêmio na "Batalha dos Aflitos".



sábado, 6 de agosto de 2011

[CLÁSSICOS] Milan vs. Liverpool - Final da UEFA Champions League 2004-05
















Evento: Final da UEFA Champions League
Data: 25/05/2005
Placar: Liverpool (3) 3x3 (2) Milan
Local: Estádio Olímpico Ataturk - Istambul, Turquia

"O Milagre de Istambul"

O currículo das duas equipes indicava que a noite de 25/05/2005 (tarde no Brasil) iria ser histórica. O Milan tinha 6 títulos europeus, enquanto seu adversário, o Liverpool era detentor de 4 Copas dos Campeões da Europa e voltava à uma final pela primeira vez em 20 anos. Entretanto, os dois times tinham sofrido para chegar à final da UEFA Champions League, o Liverpool não ia bem na Premier League e foi avançando como zebra durante todo o mata-mata da Champions, enquanto o Milan tinha penado para passar pelo PSV nas semis, e via sua arquirrival Internazionale dominar o campeonato italiano.

Quando a peleja começou, não demorou para o time italiano marcar, logo no 1º minuto o veterano capitão Paolo Maldini abriu o placar, após acertar de primeira um cruzamento de uma falta próxima à área. O gol precoce certamente abalou o Liverpool, que viu seu rival marcar mais duas vezes na primeira etapa, ambos os tentos foram assinalados pelo medalhão argentino Hernan Crespo, aos 39 e 44 minutos. Com o placar em 3x0 para o Milan, era muito fácil pensar que o título rossonero era certo, porém, algo estava por vir.

No intervalo do jogo, parecia que o Liverpool estava na vantagem, pois sua torcida cantava a plenos pulmões o tradicional "You'll Never Walk Alone" (música britânica famosa, regravada dentre outros por Frank Sinatra, que se tornou o hino da torcida dos Reds). Parece que a empolgação da torcida afetou os jogadores, já que o Liverpool voltou para a 2ª etapa com um novo ímpeto. Logo aos 9 minutos, o capitão e símbolo do time Steven Gerrard iniciou a reação, que seis minutos depois seria concretizada, após os gols do tcheco Smicer aos 11' num chute de fora da área e de Xavi Alonso aos 14', num rebote de um penâlti perdido pelo próprio Alonso.

Depois desses seis minutos, o placar mostrava um empate em 3x3, a partida ganhou ares de um épico, com o Milan atordoado, a torcida do Liverpool exultante no estádio e todos os telespectadores ao redor do mundo ansiosos para saber o desfecho do jogo. Porém, o placar não foi mais alterado até o fim do tempo regulamentar, provocando uma prorrogação.

No tempo extra, um lance chamou a atenção. Faltando poucos minutos para o fim, o artilheiro do Milan, Andriy Shevchenko viu uma cabeçeada sua ser defendida milagrosamente pelo goleiro Jerzy Dudek (que começava se transformar no personagem do jogo). Na sobra Shevchenko chutou a "queima-roupa", mas novamente Dudek defendeu de forma heroica.

O tempo extra terminou com o placar em 3x3, forçando uma disputa nos penâltis para definir quem seria o campeão europeu na temporada 2004-05. Na disputa, Jerzy Dudek se notabilizou ao ficar se mexendo de um lado para o outro na linha do gol, forçando três erros dos cobradores do Milan, pelo lado do Liverpool, apenas Riise desperdiçou seu chute. Na cobrança final, Shevchenko novamente não passou pelo folclórico Dudek, num chute fácil que foi defendido no meio do gol (foto abaixo). Assim, o Liverpool ganhou nos penâltis por 3x2.

Com a vitória, o Liverpool se consagrou campeão europeu pela quinta vez, numa das viradas mais impressionantes da história do futebol, que transformou a final da UEFA Champions League 2004-05 no melhor jogo do século XXI até o momento. A partida não só signficou uma conquista para o clube, que voltava à figurar entre os grandes da Europa, como arrebatou o coração de vários fãs desse esporte ao redor do mundo, que viraram torcedores dos Reds, incluindo este que vos escreve.















Abaixo, veja vídeos dessa partida:

Os melhores momentos do jogo:

O "You'll Never Walk Alone" da torcida do Liverpool

*Não foi possível incorporar os vídeos da partida ao post, pois a UEFA proibiu tal ato junto ao YouTube.

Imagens: Reuters (foto de cima do post), AP (foto abaixo do post)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Diário Esportivo - Finais da NBA (Jogo 1)

Miami 92, Dallas 84
Heat lidera a série por 1x0


O Miami Heat saiu na frente nas finais da NBA de 2011. Contando com consistentes participações dos seus três principais jogadores, o time de Miami ganhou do campeão do Oeste, o Dallas Mavericks por 92-84. Apesar de Chris Bosh, LeBron James e Dwyane Wade não terem tido performances épicas, eles ajudaram (e muito) o time da Flórida, marcando juntos 65 dos 92 pontos da equipe. Outro fator a ser destacado é que nehum dos três está carregando o time sozinho, o trio inteiro está indo bem, e essa é uma das chaves do sucesso do Heat nesses playoffs; por exemplo, ontem, Lebron marcou 24pts, Wade fez 22 e Bosh teve 19, desempenhos bem parecidos, sendo que cada um deles teve seu momento de destaque e de comando do time na partida.


Por Miami, deve-se destacar ainda o bom jogo do banco de reservas, Mario Chalmers, por exemplo, obteve 12pts. Dos pontos de Miami que não foram feitos pelo "Big Three", todos couberam aos jogadores que vieram do banco, mostrando uma evolução do time nesse quesito, outra chave importante para o sucesso do Heat.


Pelo lado dos Mavericks, Dirk Nowitzki teve uma boa partida com 27pts, Shawn Marion também fez uma boa partida conseguindo um double-double (16pts e 10rebs). Quem não jogou tão bem foi Jason Terry que teve 12pts no jogo, porém todos feitos na 1ª metade da partida. O armador Jason Kidd também começou a partida deixando uma boa impressão, mas no fim, da mesma forma que Terry, sumiu do cenário de destaque, terminando o confronto com míseros 9 pontos e poucas 4 assistências (a marca registrada do experiente armador).


Na parte tática o Dallas sofreu com a defesa do Heat que não permitiu os potentes ataques na transição da equipe do Texas (fator mortal na final do Oeste), além disso, ao contrário do que aconteceu até aqui nos playoffs, foi Dallas quem sofreu com as bolas de 3, ao todo os Mavs sofreram 11 cestas do perímetro. Na ânsia de marcar os grandes jogadores de Miami no garrafão, Dallas deixou o perímetro livre para os arremessos.


Nessa quinta (2/6), Dallas tenta empatar a série e evitar que ela vá para o Texas com Miami na frente por 2x0. O jogo acontece na American Airlines Arena, em Miami, e será transmitido pela ESPN a partir das 22h.

domingo, 29 de maio de 2011

As coisas não acabam até que tenham terminado


A frase do título desse post pode parecer óbvia aos olhos de muitos, mas acho que a frase dita pelo folclórico ex-jogador de beisebol Yogi Berra é a que melhor resume os acontecidos de hoje na tradicionalíssima prova das 500 milhas de Indianápolis.

Pois bem, o americano J.R. Hildenbrand liderava a prova no início da derradeira 200ª volta da corrida, algumas voltas antes ele havia herdado a liderança do belga Bertrand Baguette, que fora obrigado a parar para o reabastecimento, já que seu combustível não seria suficiente para que ele terminasse as 200 voltas. Na 200ª volta, já estava tudo preparado para a festa do jovem Hildenbrand, boa parte das quase 400mil pessoas presentes ao evento já vibravam com a primeira vitória americana na clássica prova desde 2006, a equipe se preparava para uma vitória há muito tempo não comemorada, e Hildenbrand estava há meras 4 curvas, 2,5 milhas de se consagrar como vencedor no templo sagrado da Brickyard, parecia pouco para quem havia percorrido 199 voltas, 497,5 milhas e contornado 796 curvas, pois é, apenas parecia...

Hildenbrand passou bem a 1ª curva, também a 2ª, fez rápida e seguramente a reta oposta do mítico oval de Indy, contornou a 3ª curva, tinha 3 segundos de vantagem para o 2º colocado, até que chegou a curva 4, a que levava para a reta dos boxes e a bandeirada final. Na entrada da curva 4, Hildendbrand encontrou um retardatário, e na ansia de passá-lo e ganhar de uma vez a corrida mais importante do planeta, saiu do traçado, e subiu pela inclinação da curva, subiu, subiu, até se chocar contra o muro da pista e destruir a parte direita do seu carro #4.

Ali, na curva 4 de Indianápolis, com a visão perfeita do fiscal que daria a quadriculada, Hildenbrand jogava a vitória mais importante da sua vida fora, o jovem americano ainda tentou pisar fundo e levar seu carro avariado até a linha de chegada na dianteira da prova, mas não dava, os estragos não permitiam que ele andasse rápido, e enquanto ele se arrastava, à 180m da chegada de uma prova de mais de 800km de duração, o escocês Dan Wheldon viu a vitória cair no seu colo, sendo ele o 1º à cruzar a histórica linha de chegada que é feita dos tijolos da pista original de Indy.

Depois da épica chegada, o que se viu foram lágrimas, tanto de Hildebrand, que tinha o triunfo na suas mãos à uma curva do fim, quanto de Wheldon, um excelente piloto, que foi relegado à uma equipe que não tem grana para correr sequer a temporada inteira, e que nem de longe era favorito para vencer, apesar de já ter um triunfo na Brickyard (2005).

Enquanto um vivia o drama de uma derrota trágica, e outro a felicidade de uma vitória inesperada, todos os 400mil espectadores que estavam no autódromo de Indy e todas as milhões de pessoas que viram a corrida mundo afora tiveram a certeza de ter presenciado algo épico (exatamente no 100º aniversário da prova) além de comprovarem mais uma vez a veracidade da frase lendária de Yogi Berra, por mais que pareça que algo esteja acabado, "as coisas não acabam até que tenham terminado".

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Diário Esportivo - NBA - Final da Conferência Oeste (Jogo 1)

Dallas 121, Oklahoma City 112
Mavericks lideram a série por 1x0

Foi um show de Dirk Nowitzki. Esse é o melhor resumo que se pode ter da partida #1 das finais do Oeste, entre o Dallas Mavericks e o Oklahoma City Thunder, ocorrida na noite desta quarta (17/5). O ala-pivô alemão marcou 48 pontos e acertou 24 lances livres, um recorde num jogo de playoff, e o melhor de tudo, sem errar nenhum tiro da linha de 1 ponto.

Nem a performance também sensacional de Kevin Durant, com 40 pontos, apagou a atuação de Nowitzki (foto) e evitou a vitória dos Mavericks. O time do Texas contou com diversas outras grandes exibições, como as de J.J. Barea e John Terry que obtiveram 24 e 21 pontos, respectivamente, sendo que ambos vieram do banco de reservas. Inclusive, quando, no 4º período J.J Barea foi retirado de quadra, o time de Dallas quase tomou uma virada de Oklahoma City.

Pelo lado do Thunder, se destacaram - além de Kevin Durant - Serge Ibaka e James Harden. Ibaka apesar de não ter feito nenhum bloqueio no jogo (a sua marca registrada) fez 17 pontos e teve cestas importantes para manter o Thuner vivo durante o jogo. Harden fez 12 pontos vindo do banco, e cada vez mais vem confirmando ser o jogador mais regular dessa equipe. Já Russell Westbrook teve uma partida fraca, a despeito dos 20 pontos marcados, o armador teve uma atuação pífia no aproveitamento das cestas de quadra (3 em 15) e só coneguiu o escore que teve pelos lances livres que acertou.

Um ponto interessante desse jogo 1 da final do Oeste foi o número de lances livres da partida. Dallas teve 36 tentativas, acertando 34, e Oklahoma City foi a linha de 1 ponto por 43 vezes, tendo sucesso em 37 vezes.

Na quinta-feira (19/5) acontece o jogo 2 dessa série, no American Airlines Center, em Dallas, e o jogo será transmitido pela ESPN à partir das 22h.


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Diário Esportivo - NBA - Final da Conferência Leste (Jogo 1)


Chicago 103, Miami 82
Bulls lideram a série por 1x0


No começo do jogo parecia que o Heat era quem iria se impor na partida, afinal foram duas enterradas logo no 1º minuto de partida, uma de Dwayne Wade, outra de LeBron James, dando a entender que esse seria um cartão de visitas do Heat para o Bulls. Porém, o que se viu no resto da partida foi uma dominação total do Chicago Bulls que disparou no placar no 2º tempo, chegando a uma vitória de 103-82. No 1º quarto, Miami chegou a abrir 8 pontos de vantagem, que logo foram aniquilados pelo time de Chicago, a partir dali até a metade do 3º quarto a liderança se alternou, isso até os Bulls engatarem uma sequencia de 9 pontos seguidos, faltando 7 minutos para fim daquele período, assumindo a dianteira da partida e não largando mais.

Foi uma performance dominante de Chicago, principalmente nos rebotes ofensivos e nos pontos de 2ª chance (quesitos onde Chicago foi um dos melhores da liga, e Miami um dos piores nessa temporada). Foram 19 rebotes ofensivos dos Bulls, contra 6 de Miami, algo que foi decisivo para o jogo. Joakim Noah não foi parado no garrafão, nem no de defesa, nem do ataque, foram 9 pontos e 14 rebotes (8 ofensivos) do pivô de Chicago. Derrick Rose, sem muito alarde, chegou aos 28 pontos, muitos desses cortando para o meio do garrafão, algo que Dwyane Wade alertou antes do jogo que Miami teria que evitar para vencer a série.

Outro fator essencial para a vitória dos touros de Chicago foram as atuações do elenco de apoio, que foi bem melhor do que o do time da Flórida (o banco dos Bulls marcou 28 pontos, contra 15 do Heat). Taj Gibson, Ronnie Brewer e Omar Asik mantiveram o nível dos titulares quando estiveram em quadra, por várias vezes proporcionando jogadas que levantaram o público do United Center.

Pelo lado de Miami, apenas um dos três grandes jogadores conseguiu ir bem, e foi justamente, Chris Bosh, que vinha apagado em relação a Wade e James, durante todo o ano. O ala do Heat, conseguiu 30 pontos e 9 rebotes, na sua 1ª partida na carreira numa final de conferência, Entretanto, como já se previa, apenas uma boa performance dentro do Big Three não levaria o time para frente, e isso se confirmou com o desempenho normal de LeBron (15pts) e o jogo decepcionante de Wade, que apesar dos 18 pontos, se mostrou desatento em vários momentos do jogo, cometendo 4 erros, alguns crassos, como ao pisar na linha do fim da quadra, quando apenas carregava a bola calmamente.

Luol Deng foi também um bom destaque por Chicago, marcando 21 pontos e distríbuindo 7 assistências, além de ajudar na marcação eficaz de Dwyane e LeBron, que possibilitou uma boa partida apenas por Bosh.

Agora, Miami tenta nessa quarta às 21h30, quebrar um mando de quadra dos Bulls e evitar que a série vá para a Miami com Chicago na frente por 2x0. O jogo 2 será transmitido pelo canal Space na TV, e pela Estadão/ESPN no rádio.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Big Three contra o MVP Rose


Está definida a final da Conferência leste dos playoffs desse ano na NBA. Miami Heat e Chicago Bulls batalharão por uma vaga na finalíssima da liga, contra o campeão do lado Oeste. A série melhor-de-sete jogos começa já nesse domingo (15/5) e aqui será feita uma prévia do que pode acontecer nesse embate.

O Miami Heat possui três dos melhores jogadores da liga, Dwyane Wade, Chris Bosh e LeBron James sendo que o time da Flórida contratou os dois últimos para compor um timaço com o já presente Wade. A máquina demorou a engrenar, e mesmo quando isso aconteceu não foi tão empolgante quanto se imaginava, já que o time, mesmo na sua melhor fase na temporada regular, sofreu derrotas embarçosas, terminando em 2º lugar no Leste. Porém, o time melhorou para os playoffs, passando com tranquilidade por Philadelphia e Boston (ambas as vitórias por 4x1).

O Chicago Bulls foi de certa forma surpreendente nesse ano, não que sua aparição nos playoffs não fosse esperada, mas não, tendo tanto sucesso assim. Derrick Rose teve sua 1ª temporada de ouro na NBA, tendo uma ajuda crucial de Luol Deng e Joakim Noah para ganhar 62 jogos, a melhor marca do ano na liga. Outro fator que ajudou os Bulls foi a contratação de Carlos Boozer, que apesar de ter começado a sua temporada com 1 mês de atraso e não ter sido tão brilhante como já foi no Jazz, ajudou esse grupo a chegar na final da Conferência Leste, depois de vencer Pacers (4x1) e Hawks (4x2) nas fases anteriores dos playoffs.

Na quadra o que devemos ver será a força ofensiva do Big Three de Miami, contra a defesa do Bulls, montada por um mestre nesse quesito, o técnico Tom Thibodeau, talvez a grande chave do sucesso de Chicago nesse ano. Thibodeau era assistente técnico dos Celtics e montou uma defesa que foi a duas finais de NBA, antes de ir para os Bulls, onde foi eleito melhor técnico do ano, ao transformar a defesa na 2ª melhor da liga. Se o Heat quiser passar dessa série precisará dar um jeito de passar a defesa de Chicago, que é bem mais forte do que a de Philadelphia e a de Boston.

No banco de Miami, o comandante é Erik Spoelstra, um técnico que já demonstrou momentos de fraqueza e hesitação ao comandar um time tão estrelado. E nesse ponto está uma das chaves da vitória para o Heat, já que quando Spoelstra demonstrou fraquezas durante o ano, o time não correspondeu na quadra como deveria, e um novo momento desses será fatal contra o Bulls. Agora, se o Heat vencer bem Chicago, Spoelstra pode se colocar finalmente como um técnico confiável para esse time.

Na quadra, o Heat terá que ter performances exuberantes de pelo menos dois de seus grandes astros, já que um jogador carregando o time não levará a nada. LeBron James terá a chance de mostrar que é um grande jogador também nos playoffs, e isso acontecerá se ele procurar o jogo e as cestas decisivas, algo que faltou por várias vezes quanto The King estava nos Cavaliers. A atuação dos coadjuvantes também será essencial para Miami, principalmente na armação (Mike Bibby) e no pivô, já que esse foi um ponto fraco durante o ano, e quando ele funcionou o Heat foi para frente, um bom exemplo disso estão sendo os playoffs, onde esses jogadores estão ajudando (apesar do domínio do Big Three na pontuação geral). E, além disso, o Heat terá que dar um jeito de anular as presenças de Luol Deng e Joakim Noah no garrafão, mesmo ser tem um pivô puro de qualidade para tal função.

Por Chicago, Tom Thibodeau deve ter mais confiança no seu homem de perímetro Kyle Korver. O ala-armador tem um canhão de bolas de três nas mãos e pode ser um fator surpresa para apagar a empolgação que as inevitáveis jogadas mágicas de Wade ou James implicarão, ainda mais nos jogos em Miami. Carlos Boozer terá que aparecer como fez no jogo 6 contra os Hawks, mostrando porque foi contratado, ajudando seu time a vencer e descarregando a pressão em cima de Derrick Rose, que será o alvo principal da marcação do Heat nessa série.

No geral, Chicago entra com leve favoritismo, por ter sido o melhor da temporada regular, e não ter tido altos e baixos como o Heat. Os Bulls têm um elenco mais completo, apoiado em uma grande estrela e num técnico excelente e pronto para ganhar um título no posto. O Heat tem três grandes estrelas, que podem decidir jogos facilmente e dar show, mas que as vezes batem cabeça e (com exceção de Wade) precisam provar ser cachorros-grandes nos playoffs, além de um elenco de apoio questionável e um técnico que não é perfeito em suas decisões. Contudo, Heat e suas três estrelas, contra um Bulls comandado pelo MVP do ano Derrick Rose, deve ser uma série bem divertida e disputada. Na temporada regular foram 3 jogos entres os dois times, todos ganhos por Chicago (e todos aconteceram do meio para o fim do ano).

Palpite: Pelas razões acima (e pela vantagem de mando de quadra) aposto no Bulls em 7 jogos.

A série final da Conferencia Leste será levada ao ar pelo canal Space na TV e pela Rádio Estadão/ESPN.


O jogo 1 acontece nesse domingo próximo (15/5) às 21h, no United Center, em Chicago.

Calendário
Jogo 1 - Domingo (15/5) 21h
Jogo 2 - Quarta (18/5) 21h30
Jogo 3 - Domingo (22/5) 21h30
Jogo 4 - Terça (24/5) 21h30
Jogo 5* - Quinta (26/5) 21h30
Jogo 6* - Sábado (28/5) 21h30
Jogo 7* - Segunda (30/5) 21h30
*Se necessário

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Tragédia no ciclismo


O ciclista belga Wouter Weylandt morreu nessa segunda (9/5), durante a 3ª etapa do Giro d'Italia, devido à uma queda na descida do Passo del Bocco, à 25km da chegada do estágio. O atleta perdeu o controle da sua bicicleta e bateu no muro de proteção da estrada, sofrendo uma fratura na base do crânio, além de outras lesões e de uma parada cardiorrespiratória (que ainda não se sabe se foi resultado da queda). Weylandt foi atendido no local, com tentativas de massagem cardíaca, durante 40 minutos, porém não resistiu e faleceu 25 minutos de ser retirado da pista. Nesse tempo, o helicóptero que iria levar Weylandt ao hospital teve dificuldades de pousar, devido ao pouco espaço na estrada onde ocorreu a fatalidade.

Weylandt tinha 26 anos, corria na equipe Leopard-Trek e era apontado como um dos principais sprinters do Giro desse ano. O belga tinha como principal vitória, um triunfo no Giro do ano passado, coincidentemente na mesma 3ª etapa que o vitimou esse ano (foto abaixo).

Foi a quarta morte de um ciclista nos 102 anos de história do Giro d'Italia, sendo a primeira num Grand Tour (Giro d'Italia, Tour de France ou Vuelta à España) desde 1995, quando o italiano Fabio Casartelli morreu numa queda parecida na descida Col du Portet d'Aspet, no Tour de France daquele ano.




















Wouter Weylandt (1984-2011)

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Melhor não olhar para baixo!













Foto: Monte Crostis - Itália

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Quarta-feira Negra


Poucas vezes o futebol de clubes brasileiro viveu um dia tão trágico quanto o de ontem na Taça Libertadores. Todos os quatro times que jogaram ontem a volta das oitavas-de-final foram sumariamente eliminados, sendo que Cruzeiro e Internacional conseguiram isso jogando nas suas respectivas casas.

O primeiro vexame do dia foi o do Inter, o time tinha empatado o 1º jogo em 1x1 no Uruguai e se classificaria com um mero 0x0. O colorado começou dominante a partida contra o Peñarol, abrindo o placar logo no 1º minuto de jogo, sinal de que tudo devia ir bem... Não! Nada foi bem. Na sequencia da partida o que se viu foi um Inter que abdicou do ataque basicamente e não conseguia articular jogadas pelo chão no meio-de-campo, enquanto o Peñarol se assanhava cada vez mais. O castigo da acomodação veio à cavalo, o Peñarol marcou dois gols num espaço curto, deixando o Inter desesperado em busca de dois gols que não vieram, e o time foi eliminado em pleno Beira-Rio, onde tinha vencido as ultimas 11 partidas jogadas na Libertadores.

Nos jogos da 21h50, a bruxa continuou solta pelos campos onde os brasileiros jogavam. O Fluminense foi ao Paraguai jogar contra o Libertad, podendo perder por um gol de diferença. Resultado: o Flu foi totalmente retrancado ao campo, sem buscar o gol, apenas se defendendo, e o tricolor das Laranjeiras foi eliminado tomando uma surra inapelável de 3x0, com direito à uma falha do questionado goleiro Ricardo Berna.

O Grêmio também jogou nesse horário, só que teria que reverter uma derrota de 2x1 na ida contra uma forte Universidad Católica, isso fora de casa. Como a tarefa era díficil a eliminação gremista não foi tão vexaminosa (devido à colaboração dos clubes compatriotas). Porém, o jogo de volta contra a Católica só deixou mais nítida a falta de elenco do Grêmio e uma certa falta de comando técnico de Renato Portaluppi (ou, Renato Gaúcho, como queiram...).

O Cruzeiro também jogava às 21h50, em casa. Ah, o Cruzeiro! Time que passou como um carrossel na 1ª fase, que vem voando no Mineiro, ganhou do Once Caldas, fora de casa, tá com um time certinho, sem falhas, vai passar fácil pras quartas... Errado! O Cruzeiro deu o maior vexame da noite, tomou um 2x0 absurdo Once Caldas, tendo ficado boa parte da partida com um a mais no campo, a Raposa não soube aproveitar a chance e liquidar a fatura, e quando percebeu, tomou 2 gols quase seguidos (assim como o Inter), entrou em desespero e não soube reverter o placar. E para ajudar, o técnico Cuca saiu totalmente da esportiva e deu uma cotovelada covarde no colombiano (e ex-atleticano) Rentería.

Tudo isso completou o show de horrores que foi a quarta-feira (04/05) para o futebol brasileiro na Libertadores, onde agora só resta o Santos como representante tupiniquim, um time que quase tinha sido eliminado para o América na terça, só não o foi pela excelente performance do goleiro Rafael. Espero que a quarta-feira negra sirva de lição para que os clubes brasileiros deixem de lado o "salto alto" quando estão em vantagem nesse tipo de partida, e joguem para se classificar e não para não serem eliminados, pois foi isso que causou a tragédia de ontem.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Derrick Rose, o rei da NBA em 2010-11


Numa temporada em que todos esperavam grandes performances de um dos três jogadores que formaram o "Big 3"(LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh) do Miami Heat no começo desse ano, quem roubou a cena foi Derrick Rose, do Chicago Bulls, que comandou o time que obteve a melhor campanha da NBA na temporada 2010-11, com 62 vitórias e 20 derrotas.

O armador dos Bulls teve uma média de 25 pontos 7,7 assistências e 4,1 rebotes por partida, números que credenciaram o jogador ao prêmio de MVP (jogador mais valioso) da temporada. Além de todos os números, um grande diferencial nessa escolha foi o poder de decisão que Rose mostrou nos Bulls esse ano, auxiliado pela contratação de Carlos Boozer e a evolução de Joakim Noah e Luol Deng, Rose pode comandar o Bulls a sua melhor campanha na temporada regular desde a era Jordan. Além disso, Rose conseguiu ser mais importante para sua equipe do que LeBron James (Heat) e Kobe Bryant (Lakers), os donos dos últimos três títulos de MVP do ano.

Derrick Rose foi eleito com 1182 pontos, seguido por Dwight Howard (Magic), com 643 pontos; LeBron James (522pts) e Kobe Bryant (428pts). Com isso, Rose se torna o mais jovem jogador a ser MVP de uma temporada na história da NBA, com 22 anos de idade. O resultado do prêmio foi anunciado nessa terça (03/05).

Rose foi a escolha nº 1 do draft de 2008 pelos Bulls, vindo da Universidade de Memphis, e também foi o Melhor novato daquela temporada.

Dúvida pertinente















George W. Bush usou os ataques terroristas de 11/9 para atacar o Afeganistão, com a premissa de tentar capturar o mentor do atentado Osama bin Laden. Na época, Bush estava com sua popularidade baixa nos EUA, e sua ação rápida de retaliação, motivada por um Osama vivo impulsionou sua aprovação e fez com que ele fosse reeleito presidente dos EUA, três anos depois dos ataques.

Agora, era Barack Obama quem vinha com uma popularidade decadente, exatamente no momento em que os EUA divulgaram a morte de Osama, que teria sido morto pelos Marines americanos.


A dúvida: Será que Osama morto fará Obama se reeleger, assim como o Osama vivo causou a reeleição de Bush na presidência americana?

domingo, 1 de maio de 2011

Há 17 anos





Nesta mesma época, há 17 anos atrás, a F-1 vivia o fim de semana mais macabro da sua história, em que uma sequencia de erros e acidentes fizeram o GP de San Marino de 1994 ser lembrado mais pelo número de mortos e feridos daquela prova, do que pelo seu vencedor e que culminariam na morte de um dos mais brilhantes e carismáticos pilotos da história da categoria, o brasileiro Ayrton Senna.

Tudo começou, na sexta (29/04), quando Rubens Barrichello (1ª foto), no seu 2º ano de F-1, decolou com sua Jordan na curva Variante Bassa com uma velocidade de 225 km/h. O carro do brasileiro se chocou com a barreira de pneus e capotou diversas vezes, deixando Barrichello inconsciente. Na sequencia, o piloto foi levado ao Hospital Maggiore, em Bolonha, onde foram detectadas algumas fraturas, que deixaram Barrichello fora de combate naquele GP. Os efeitos da batida podem não ter sido grandes no piloto, mas as imagens foram assustadoras e deixaram o mundo da F-1 alerta aos perigos daquele esporte.

No sábado (30/04) iria acontecer o treino qualificatório, todos esperavam uma boa briga entre o então jovem Michael Schumacher e o tricampeão Ayrton Senna pela pole. Schummy tinha vencido as 2 primeiras provas do ano, e Senna não havia sequer pontuado. O treino estava no seu começo e tinha Senna na frente, com Schumacher em segundo, quando a transmissão da TV cortou subitamente para uma imagem de um carro batendo violentamente na curva Villeneuve, era Roland Ratzenberger (3ª foto), que tentava se qualificar para a corrida com seu Simtek - naquela época alguns carros ficavam de fora do grid por causa do limite de 26 carros por corrida. Ratzenberger precisava entrar no grid, já que tinha um contrato de 5 corridas com a pequena Simtek, porém um pedaço de carro se soltou de seu monoposto, jogando Ratzenberger direto contra o muro da Villeneuve à 306 km/h. As imagens que se viram na sequencia foram perturbadoras, o carro estava destruído e o corpo do austríaco estava imóvel, com o seu capacete ensaguentado. As equipes médicas tentavam a todo custo reanimar o piloto sem sucesso, com isso Ratzenberger foi levado ao Hospital Maggiore, onde meia hora fora declarado morto. Enquanto isso, na pista, Ayrton Senna foi checar com os fiscais a condição da pista no local da batida, o treino foi reiniciado na sequencia, mas pouca gente voltou à pista, mantendo Senna com a pole e Scummy em 2º. Porém, naquele acidente está uma das controvérsias daquele fim de semana, quase todos tinham certeza de que Ratzenberger morreu na hora, algo que cancelaria imediatamente a corrida, segundo a legislação italiana, porém Bernie Ecclestone decidiu esconder esse fato, tudo para evitar o prejuízo que o cancelamento da corrida causaria aos cofres da FIA - e ao de Ecclestone também.

O fim de sábado em Ímola não foi nada feliz, afinal todos tinham visto a 1ª morte de um piloto num fim de semana de corrida em 12 anos. Gerhard Berger tinha dado uma entrevista consternado à TV austríaca, de certa forma prevendo a fatalidade do dia seguinte, a equipe Simtek não queria correr à nenhum custo - só o fez porque foi obrigada pela FIA - , mas o mais afetado pela tragédia, era Ayrton Senna. O brasileiro se reuniu para tentar refazer de vez a GPDA (Associação do Pilotos de GPs), para discutir a segurança das pistas e também teve uma conversa emocionada com o Dr. Sid Watkins (médico oficial da FIA). O médico relata que sugeriu a Senna que ele abandonasse o mundo da F-1, já que era famoso e consagrado, porém o brasileiro teria dito que não podia pois: "há certas coisas das quais nós não temos nenhum controle. Eu não posso deixar, eu tenho que ir adiante".

No domingo (01/05), a consternação de Senna com os eventos daquele GP eram latentes, na parte da manhã numa entrevista à TV francesa TF1, onde o recém-aposentado (e arquirrival de Senna) Alain Prost era comentarista, Ayrton declarou surpreendemente: "Alain, eu sinto tua falta". Antes da largada, Aytron tinha dado três longas voltas de aquecimento de pneus, ao contrário das duas que dava costumeiramente, e todas as vezes em que o brasileiro era focalizado pelas câmeras, sua feição estava nitidamente abatida e preocupada.

Era chegado o momento da largada, e quando ela aconteceu, o carro do alemão J.J Lehto ficou parado no grid, onde poucos instantes depois foi atingido violentamente pela Lótus de Pedro Lamy. Os dois pilotos não sofreram nada, mas quatro pessoas na arquibancada foram feridas, já que vários pedaços dos carros acidentados foram lançados para o público. Como resultado do acidente houve a entrada do Safety Car, que permanceu na pista por seis voltas.

Nesse tempo, Senna procurava de qualquer jeito aquecer os pneus da sua notavelmente instável Williams. Na relargada, Senna e Schumacher (nessa ordem) rapidamente abriram uma larga vantagem para o resto do pelotão. Na 7ª volta, o alemão perseguia o brasileiro, quando na rápida curva Tamburello, Senna passou reto, se chocando contra o muro à 210 km/h (algo que aconteceu devido à uma quebra da má montada suspensão da sua Williams #2). De início, parecia que o acidente não era tão grave, pois Senna chegou a mexer sua cabeça dentro do cockpit, porém a demora dos fiscais em chegar perto do carro, o acionamento da bandeira vermelha e a falta de outros movimentos do corpo do piloto, provaram o contrário. O atendimento ao brasileiro só começou quando o Dr. Watkins chegou ao local, a partir daí longos minutos de tensão tomaram conta do Autódromo Enzo e Dino Ferrari. Senna era desesperadamente atendido, e tudo ficou pior quando o capacete dele foi retirado e uma enorme poça de sangue da sua cabeça tomou conta da área de escape da Tamburello. O fato era resultado de uma peça da suspensão que perfurou a viseira do capacete e afundou o crânio de Senna, causando lesões gravíssimas, e que resultaram na morte do brasileiro.

Foi com a imagem perturbadora do chão ensaguentado (2ª foto), que todos perceberam que Senna não estava nada bem. Galvão Bueno na transmissão, teve que se controlar para não chorar copiosamente no ar e um silêncio ensurdecedor tomou conta do autódromo. Em seguida, Senna foi levado de helicóptero ao Hospital Maggiore, de onde as informações que chegavam era cada vez piores, até quando às 18h40 na Itália (13h40 no Brasil), Senna foi declarado morto. Roberto Cabrini, foi o responsável por dar a informação na TV Globo, e nesse anúncio fez a frase que marcou a sua carreira jornalística, dizendo: "Ayrton Senna morreu, uma notícia que nós nunca gostaríamos de dar". Porém, as informações de Bolonha deram conta que Senna morreu às 14h17 (Itália), sugerindo que a fatalidade ocorreu ainda na pista, outro fato que vai contra Bernie Ecclestone, que mais uma vez teria escondido uma morte em Ímola, para driblar a lei italiana e garantir a continuação da prova.

A corrida foi reiniciada e terminou com a vitória de Michael Schumacher, que seria campeão do ano 1994. Após a prova, Schummy aparece feliz ao comemorar a sua vitória, algo que não deixou a imagem de piloto muito boa em relação aos fãs da F-1. Entretanto, outro acidente deixou feridos após a fatalidade de Senna. Um pneu da Minardi de Michele Alboreto se soltou do carro na saída do pit lane atingindo 4 mecânicos que também ficaram feridos.

A morte de Senna deixou carentes milhões de fãs brasileiros que choraram sua morte exaustivamente, nos dias que se seguiram a tragédia. Como resultado do macabro fim de semana em Ímola 94, a FIA investiu pesado em segurança, tanto dos pilotos, quanto das pistas, algo que deu resultado, já que a morte de Senna foi a última vista na F-1 até o momento. Em relação aos três acidentes principais daqueles dias (o de Barrichello, Ratzenberger e Senna), coincidência ou não, apenas aquele que bateu numa proteção de pneus sobreviveu, que foi Barrichello. Agora, o que todos os fãs da F-1 esperam, é que jamais um fim de semana tão sinistro quanto o de Ímola 94 se repita.