domingo, 27 de setembro de 2009

Barrichello: A caminho do 3º vice

É muito difícil para Rubens Barrichello ganhar o título da F1 2009, ainda mais depois de hoje, quando ele perdeu um ponto em relação a Jenson Button, seu companheiro de equipe, vendo sua desvantagem aumentar de 14 para 15pts faltando 3 corridas para o fim da temporada. Ok, Raikkonen ganhou em 2007 estando 17pts atrás no campeonato faltando 2 corridas, porém ele enfrentava uma McLaren estraçalhada por brigas internas e um Lewis Hamilton inconsistente e inconsequente, outro problema para o título de Rubinho é que ele não um piloto marcado pela agressividade, coisa que ele vai precisar, pois a Brawn não vai ser dominante em todos os próximos circuitos, e não há somente duas equipes dominantes na F1 como em 2007 e 2008, fazendo com que, a exceção de quebras e acidentes fique muito dificil tirar 15 pontos em 3 corridas. Ainda, pra complicar um pouquinho mais Button é bem consistente, e parece mais estar administrando a vantagem nessas últimas corridas, do que amarelando como supõe o patriota ufanista, Galvão Bueno.

Apesar de ser uma qualidade ultrajante, e até uma ofensa, Rubinho é sim um eterno vice, pois já tem 2 vice-campeonatos mundiais, e tem 29 segundos lugares em corridas, isso mesmo, 29, contra 11 vitórias.

Outra coisa: não acredito que Ross Brawn vá permitir uma briga por campeonato dentro de sua equipe, visto que ele era o chefão da estratégia da Ferrari na era Schumacher, e lá brigas por posição e títulos não eram muito bem aceitas.

sábado, 12 de setembro de 2009

Quando a vitória fica em segundo plano

Neste sábdo ocorreu mais uma rodada do Torneio Touchdown em Curitiba, no jogo Barigui Crocodiles x Joinville Gladiators, que eu acompanhei in loco. Este jogo foi uma prova do forte desnvolvimento do Futebol Americano no Brasil, o torneio é disputado com equipamentos completos e a qualidade do jogo foi bem interessante, no final os Crocos ganharam por 31 a 21 chegando à 2-0 no campeonato e deixando o Joinville sem vitória após dois jogos.

O Crcodiles soube ganhar o jogo usando muito bem o talento de seu Running Back, o #21 Mullet, que teve uma execelnte performance com seus cortes e sua força ao enfrentar os tackles, além disso a linha defensiva soube parar muito bem as corridas dos Gladiators, por outro lado o time do parque Barigui foi muito inconsistente no jogo aéreo e na defesa cedeu dois TDs pelo ar. O Joinville soube aproveitar bem o jogo aéreo e com um bom QB, teve belíssimas jogadas e avanços desta forma. Mas talvez, o momento que definiu a partida foi onde os Crocodiles fizeram dois TDs em sequencia, um por passe e o outro num mal fadado retorno de kickoff quando o retornador teve problemas ao pegar a bola e teve que trabalhar na sua end zone, onde tentou um passe lateral para se safar daquela condição e jogou a bola nas mãos do jogador Eleutério, do Barigui que anotou o TD, levando 8 pts contra ao invés de 2 se ele tivesse aceitado o safety.

Porém, ainda há um longo caminho para o futebol americano no Brasil, provas disso, foram o atraso no início da partida por problemas elétricos que prejudicaram a narração do jogo que ia ser transmitido pela internet, e o fim da partida por falta de luz natural à 2'30" do final, mas este último fato deve ser contabilizado ao SIATE de Curitiba que demorou meia hora para chegar ao local da partida, onde o Tackle #78 Schultz tina se machucado com suspeita de fraturas na costela e perfuramento das visceras, sendo que o local de onde partem essas ambulâncias está a menos de 1km do local. Outro ponto a ser observado foi o comportamento dos juizes que expulsaram um jogador sem um motivo escancarado, coisa que vem da cultura futebolísitica e que não acontece nos EUA.

Ainda, ao fim da partida tive o prazer de conhecer André José Adler, narrador da ESPN entre 1992 e 2005, e que faz reportagens para o canal atualmente, Adler foi o narrador por qual eu aprendi a gostar de futebol americano e que foi extremamente simpático comigo. Estive também na sideline dos Crocos na hora em que o jogo foi declarado encerrado, e vi claramente, que, por causa da grave lesão de seu companheiro a vitória do time ficou extremamente sem graça e deixada em segundo plano

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

De Volta à rotina


Bom, nesses próximos quatro dias (de hoje até segunda) minha vida se resumirá em dormir, estudar e assistir futebol americano.

Já que falei de futebol americano, nesta quinta, finalmente depois de um longo inverno, a NFL está de volta e trás no seu jogo de abertura o campeão do Super Bowl do ano passado, o Pittsburgh Steelers contra o Tenessee Titans, time com a melhor campanha da temporada regular de 2008, mas que foi aniquilado pela excelente defesa do Baltimore Ravens, no seu primeiro jogo nos playoffs. Outro destaque dessa semana 1, no domingo será o clássico da NFC Oeste entre o San Francisco 49ers, grande dinastia da década de 80, mas que está há um bom tempo em vacas magras por má administração, e o Arizona Cardinals, vice-campeão em 2008, que tornou realidade o "time do futuro" de alguns anos atrás, com uma força aérea no ataque, Kurt Warner nos lançamentos, Larry Fitzgerald com receiver, além de Anquan Boldin que renovou com os cardinais do Arizona. Também no domingo, ocorrerá o clássico "vovô" da NFL entre o Green bay Packers e o Chicago Bears, dois times fundados na década de 20, o Packers busca se recuperar de uma temporada ruim de 6-10 ano passado, e os Bears vão ter o bom e potente quarterback Jay Cutler.

Na segunda, dois jogos abrirão o "Monday Night Football" 2009, dois jogos da AFC (comemmorando os 40 anos da AFL, precursora da AFC), um entre o Buffalo Bills, que adquiriu, Terrell Owens, grande reciever, e causador de encrencas, contra o New England Patriots que conta com a volta de Tom Brady (marido apenas de Gisele Bündchen), após um ano parado por uma grave lesão no joelho, todos esperam como o QB vai voltar, se será daquele nivel estupendo que todos estão acostumados ou abaixo disso. O outro jogo da noite será entre o Denver Broncos e o Oakland Raiders.

Neste sábado, o Torneio Touchdown (campeonato brasileiro de Futebol Americano, com equipamentos completos) volta a Curitiba, com o Barigui Crocodiles enfrentando o Joinville Gladiators, pela divisão Sul, no Clube Mercês (14:30h) em Santa Felicidade.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A Nova cinderela


Nesta semana, entramos na semana decisiva do último Grand Slam do tênis, o US Open, em Nova York. A grande história do torneio vem do lado feminino da chave, mais precisamente da jovem tenista americana Melanie Oudin (acima, à esquerda), de 17 anos, que vem surpreendendo a todos e conquistando o público americano com mais uma daquelas zebras que eles adoram, e que chamam de "Cinderelas".Oudin chega às quartas-de-final do último slam do ano após bater em sequencia as belas Elena Dementieva e Maria Sharapova, além da talentosa e inconstante Nadia Petrova, todas as vezes em duros três sets (contra Sharapova, sua partida durou exatas 3 horas). Oudin representa um sopro de esperança ao tênis feminino dos EUA que já temia viver da memória das irmãs Williams, quando essas se aposentassem (o que não deve demorar), mas, com seu talento e garra vem dando alegria aos fãs americanos do tênis e explodindo a quadra central de Flushing Meadows com suas vitórias, todas coincidentemente contra russas, que dominam o cenário desse esporte. Agora, a jovem Oudin encara a bela dinamarquesa de 19 anos Caroline Wozniacki na busca de uma hipotética final.

Outro destaque desse slam, vem sendo a qualidade e emoção dos jogos femininos, que, pessoalmente, são coisas que admiro no tênis masculino, no feminino, o quesito que eu gosto é a "paisagem", porém nesse US Open, várias partidas das mulheres estão sendo emocionantes, mais até do que no lado dos homens, ontem mesmo, Wozniacki protagonizou uma partida duríssima contra a campeã de Roland Garros, Svetlana Kuznetsova, vencendo em 2-6, 7-6 e 7-6, no domingo, a italiana Flavia Pennetta e a russa Vera Zvonareva, jogaram um duelo cheio de alternativas e viradas também decidido no 3º set. No mesmo dia Venus Williams foi eliminada pela ex-número 1 do mundo Kim Clijsters, recém-voltada de uma aposentadoria numa partida atípica com dois 6-0 no 1º e 2º sets, o primeiro a favor de Ciljsters, o segundo para Venus, e por fim, a decisão num excelente 3º set cheio de grandes jogadas e muita técnica ganhado pela belga em 6-4. Agora, espero que esse tipo de coisa vire uma constante nos torneios femininos, que normalmente são povoados por partidas monótonas de 2 sets, onde só uma jogadora entra em quadra, enquanto isso, admiremos a beleza da musa dinamarquesa Caroline Wozniacki (embaixo, à esquerda).

P. S.: Maria Sharapova quando ganhou Wimbledon em 2004, contra Serena Williams, também tinha 17 anos

domingo, 6 de setembro de 2009

Argentina x Brasil: A prova de que o futebol ainda é um jogo coletivo


Ontem, em Rosário, na Argentina, o Brasil trucidou os "hermanos" por 3x1 e se classificou para a Copa da África do Sul, ano que vem. O triunfo deste sábado consolidou mais ainda o bom trabalho do técnico Dunga, após dois anos de muita instabilidade no comando do selecionado brasileiro, o ex-capitão e seu time não sabe o que é perder há 18 jogos e é líder das Eliminatórias com autoridade.

Contudo, a grande moral da partida foi que o jogo coletivo continua sendo mais eficaz do que um emaranhado de talentos individuais sem coesão entre si, ora, a Argentina, atualmente tem no seu time mais talentos do que o Brasil, além do provavel melhor jogador do ano, Lionel Messi, mas com um time totalmente desarrumado e sem rumo, sucumbiu ao grande trabalho de equipe do Brasil, que foi muito bem arrumado por Dunga, com duas linhas de quatro e uma defesa extremamente sólida (lembrando muito o estilo de jogo do Chelsea, da Inglaterra), aniquilando as tentativas argentinas de entrar na área brasileira, isso que foram muitas tentaivas, mas sempre com pouca eficácia e organização. Do outro lado, o Brasil que chegou menos vezes ao ataque foi mortal quando chegou lá, com jogadas de bola parada, a seleção chegou a 2x0 em 38' do 1º tempo, e com isso, calou o caldeirão que prometia ser o Gigante de Arroito e fez a ideia de Maradona, que tirou o jogo de Buenos Aires, para ter em Rosário uma pressão maior, ir pelo ralo. A Argentina fez pressão no 2º tempo, conseguiu fazer um gol, mas pouco tempo depois num contra-ataque fatal, com um passe milimétrico de Kaká e uma conclusão sublime de Luís Fabiano, o Brasil matou o jogo e apagou de vez o fogo do "Caldeirão do diabo", daí até o fim do jogo o Brasil só precisou de seu jogo coletivo para vencer as tentativas desorganizadas e desesperadas de fazer algo dos argentinos.

Com isso tudo, a Argentina mergulha na crise de vez, correndo risco de ficar fora dos quatro primeiros na zona sul-americana das Eliminatórias (que se classificam direto ao mundial) e se meter numa repescagem temerária contra, talvez, a seleçao mexicana, e manchar a reputação futebolística do "deus" Maradona no seu país, coisa que já se temia quando a confederação argentina o colocou no cargo de técnico da seleção local.