
Ontem, em Rosário, na Argentina, o Brasil trucidou os "hermanos" por 3x1 e se classificou para a Copa da África do Sul, ano que vem. O triunfo deste sábado consolidou mais ainda o bom trabalho do técnico Dunga, após dois anos de muita instabilidade no comando do selecionado brasileiro, o ex-capitão e seu time não sabe o que é perder há 18 jogos e é líder das Eliminatórias com autoridade.
Contudo, a grande moral da partida foi que o jogo coletivo continua sendo mais eficaz do que um emaranhado de talentos individuais sem coesão entre si, ora, a Argentina, atualmente tem no seu time mais talentos do que o Brasil, além do provavel melhor jogador do ano, Lionel Messi, mas com um time totalmente desarrumado e sem rumo, sucumbiu ao grande trabalho de equipe do Brasil, que foi muito bem arrumado por Dunga, com duas linhas de quatro e uma defesa extremamente sólida (lembrando muito o estilo de jogo do Chelsea, da Inglaterra), aniquilando as tentativas argentinas de entrar na área brasileira, isso que foram muitas tentaivas, mas sempre com pouca eficácia e organização. Do outro lado, o Brasil que chegou menos vezes ao ataque foi mortal quando chegou lá, com jogadas de bola parada, a seleção chegou a 2x0 em 38' do 1º tempo, e com isso, calou o caldeirão que prometia ser o Gigante de Arroito e fez a ideia de Maradona, que tirou o jogo de Buenos Aires, para ter em Rosário uma pressão maior, ir pelo ralo. A Argentina fez pressão no 2º tempo, conseguiu fazer um gol, mas pouco tempo depois num contra-ataque fatal, com um passe milimétrico de Kaká e uma conclusão sublime de Luís Fabiano, o Brasil matou o jogo e apagou de vez o fogo do "Caldeirão do diabo", daí até o fim do jogo o Brasil só precisou de seu jogo coletivo para vencer as tentativas desorganizadas e desesperadas de fazer algo dos argentinos.
Com isso tudo, a Argentina mergulha na crise de vez, correndo risco de ficar fora dos quatro primeiros na zona sul-americana das Eliminatórias (que se classificam direto ao mundial) e se meter numa repescagem temerária contra, talvez, a seleçao mexicana, e manchar a reputação futebolística do "deus" Maradona no seu país, coisa que já se temia quando a confederação argentina o colocou no cargo de técnico da seleção local.
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